Mulheres DelRio, no Outubro Rosa: Vera

Mulheres DelRio, no Outubro Rosa: Vera
24/10/2016
14:17
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Encerrando o Outubro Rosa aqui no blog, apresentaremos durante essa semana, três colaboradoras da DelRio que tem muita história para contar. Mulheres fortes que superaram a doença, o preconceito e as limitações físicas, mas que nos dão como exemplo a sua fé e vontade de viver.

Convidamos você para vir com a gente, conhecer a Vera, que tem 48 anos e descobriu o câncer de mama há cerca de um ano e meio atrás. De lá pra cá sua vida foi preenchida por uma força incrível que a faz vibrar todos os dias: o amor!

 

 

BDR – Você teve filhos, amamentou, como era sua saúde nesse sentido, antes do câncer?
VERA: Sim, tive dois filhos, eu os amamentei certinho até os seis meses de vida. Sempre me preocupei em me cuidar. Perdi um filho mais novo para um câncer, ainda criança. Então e, também devido a outros casos na família tinha mais possibilidades de desenvolver a doença.
 

BDR – Vera, como foi a descoberta?
VERA: Descobri na prevenção, fazendo o exame de rotina. Descobri o nódulo no seio e também no útero. O do seio era um tipo invasivo de carcinoma, o que significa que ele não se espalha, então foi feita a retirada das duas mamas e o tratamento com medicamentos.
 

BDR – Quando você recebeu o diagnóstico, o que passou pela sua cabeça?
VERA: Só pensei em sofrimento. Só lembrava do que tinha passado com meu filho, do que eu vivi com ele sofrendo. Muita gente se afasta, quando estamos assim.

“As pessoas devem dar força, não se afastar ou ficar com medo da gente”

BDR – E como foi sua reação diante disso tudo?
VERA: Eu não quis me afastar do trabalho. Foi a única coisa externa que me segurou, eu nunca coloquei atestado ou pedi licença médica, por que eu precisava me sentir viva, me sentir útil.
 

BDR – E quem estava com você durante essa fase inicial do tratamento?
VERA: Tiveram duas pessoas fundamentais na minha vida, que eram minha prima, que é como uma irmã para mim, e meu marido. Ele é surpreendente, esteve e está ao meu lado o tempo todo, muitas pessoas acham que eu invento ele, que ele nem existe de tão perfeito que é nos cuidados comigo.
Minha família é pequena, somos só eu e meu marido e minha mãe, minha filha mora em Porto Alegre, mas eu guardei para mim para não atrapalhar a vida dela. As pessoas da minha família não sabiam exatamente o que eu tinha, nem aqui na empresa. Eu evitei contar para as pessoas também.

 

BDR – Como foi para você a questão das mudanças do corpo?
VERA: Eu emagreci muito há um ano atrás, quando foi feita a cirurgia da mama. Além do medo de passar por todo esse processo, ainda estava debilitada e sem me alimentar, eu fiquei muito fraca. O meu cabelo começou a cair em seguida. Eu tomei a decisão de raspar a cabeça, foi um momento de respeito, me senti bem pois a moça do gabinete veio até a minha casa e além de raspar com cuidado ela filmou todo o processo do corte.
Meu cabelo nunca tinha sido pintado, era bem macio e geralmente estava na altura dos ombros, meu marido brincava que era “cabelo de bebê”. E para ele foi uma surpresa, ele estava viajando e quando desembarcou em Fortaleza me telefonou, eu contei que tinha uma surpresa, ele já imaginou o que era e quando ele chegou em casa ele parou antes em um Shopping e raspou o cabelo dele também. Para mim foi a maior prova de amor, foi tudo!

“É uma batalha, a gente perde o chão, só sabe quem passa”

BDR – E já que estamos falando do seu relacionamento, como foi para você se mostrar para seu companheiro, após a cirurgia?
VERA: Ah, eu tive receio, eu não queria. Mas ele sempre amável me acalmava, me deu confiança e a cada dia eu me emociono mais com as surpresas dele, com o amor que ele tem por mim. Ele colocou o espelho diante de mim e me mostrou que sou bela, eu hoje fico à vontade com ele e não tenho mais nenhum medo.
 

BDR – Você sempre vem assim trabalhar, ou só hoje para tirarmos a foto?
VERA: Sempre assim. A minha mãe até briga comigo, me critica, que eu estou no luxo, mas eu venho assim, mesmo. Todos os lenços e roupas que tenho usado ganhei da minha irmã, que manda para mim lá de Portugal. Eu gosto de me arrumar, de me sentir bem. E meu marido adora me ver assim também!!! Eu nunca quis usar peruca, inclusive em poucos dias eu vou para um casamento e ele me ofereceu se eu queria uma peruca, mas eu espero pela peruca que vem de Deus e é definitiva, que não tira!
 

BDR – E agora, qual a próxima etapa, Vera?
VERA: Na última sexta-feira eu encerrei o tratamento de reforço. Foram 13 sessões de quimioterapia, uma por mês. A próxima etapa será dar meu testemunho. A minha vitória eu já consegui. A prova de que Deus é maravilhoso, não há doença que não cure com fé.

“A gente tem que divulgar, tem que falar. Muitas desistem de lutar pois acham que não tem cura, mas tem, tem solução, sim”!!

BDR – Qual o seu maior aprendizado com essa experiência?
VERA: A Vida! Ela é preciosa demais, às vezes deixamos passar tanta coisa, não damos valor a vida, e ela vale muito!!! E aos amigos verdadeiros, como existem, e nas dificuldades que você conhece quem está do seu lado. Como diz um ditado, não adianta quantidade, mas qualidade, e Deus me mostrou que eu tive poucos, mas valeu a pena. Quem esteve comigo me botando pra cima, foi realmente a base de tudo, e Deus acima de tudo.
 

BDR – Qual sua mensagem para essas mulheres que estão nos lendo agora?
VERA: Nós mulheres somos fortes, se Deus nos deu o poder de colocar uma vida no mundo, por que nos desesperar diante de um dilema tão pequeno.
E quando a gente tem fé, a gente vence, e eu venci o câncer!

 

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Se você, assim como a Vera Lúcia, também tem uma história de superação do Câncer de Mama, conta pra gente, blogdelrio@delrio.com.br
Devemos celebrar a vida e compartilhar exemplos de superação e cura, assim incentivamos muitas mulheres a buscarem a prevenção para essa doença.
 

 

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