Mulheres DelRio, no Outubro Rosa: Aldenora

Mulheres DelRio, no Outubro Rosa: Aldenora
25/10/2016
13:45
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Aldenora tem 69 anos, teve dois filhos e, atualmente, é uma das colaboradoras mais experientes da DelRio, tendo ingressado na empresa aos 15 anos de idade.

Nessa emocionante entrevista, ela nos dá uma lição de vida e de comprometimento com o trabalho, sua maior força para vencer o Câncer de Mama.

 

 

BDR – Quando foi a descoberta do Câncer de Mama?
Aldenora: Foi no final de 2011, estava sentada aqui no trabalho, em reunião com uma gerente e senti uma pontada na lateral do peito. Ao passar a mão eu senti que havia alguma coisa, mas um mês antes disso eu já estava com as guias médicas para fazer os exames de rotina, para prevenção. Após esse episódio foi só correria, mas com certeza foi a tempo!
Embora o tumor estivesse pequeno, após a descoberta ele cresceu assustadoramente.

 

BDR – O que você sentiu, então, quando o diagnóstico chegou?
Aldenora: Eu sentia que era câncer, o médico nem precisava dizer, mas eu sabia o que era.
Eu  fiz a biópsia no início de dezembro de 2011, mas o resultado só sairia no final do mês e eu não queria passar as festas de final de ano com aquele sentimento ruim entre a família. Até que passaram as festas e eu decidi fazer uma reunião com todos os familiares, mas eu estava muito certa de que eu precisava da paciência deles para aceitarem que essa doença pode vir para qualquer pessoa, assim como veio para mim. E eu garantia a eles que eu não iria morrer, só queria tranquilidade para enfrentar.

 

BDR – Como se deu, à partir da descoberta até a cirurgia?

Aldenora: Sim, foi feita a cirurgia, somente na mama esquerda. Tivemos alguns problemas com o plano de saúde, mas eu contei com a ajuda do RH da DelRio e logo em seguida da descoberta da doença eu pude fazer os procedimentos pré-operatórios, com pouco mais de um mês do resultado do câncer eu fiz a cirurgia, no dia 16 de fevereiro de 2012.

 



BDR – A cirurgia é bastante agressiva, para uma pessoa cheia de energia como você, como foi a recuperação?
Aldenora: Pedi ao mastologista, primeiramente que, se fosse preciso, ele retirasse as duas mamas, pois o que eu mais queria era me ver livre da doença, em seguida eu pedi muito a ele que não me deixasse muito tempo de cama por que eu gostaria de retornar ao trabalho o mais rápido possível. Então eu só fiquei 22 dias em casa.

 

“Eu costumo dizer pras pessoas que o que mata não é o câncer, mas o tratamento, que deixa a pessoa muito fraca e debilitada, é muito forte”!
 


BDR – Então, para você, a pior parte foi o tratamento após a cirurgia?
Aldenora: Sim, eu comecei a quimioterapia dezesseis dias após a operação. Foi muito difícil, mas Deus foi sempre maravilhoso comigo, ao longo do tratamento eu fui me sentindo bem, fui caminhando melhor e consegui meu objetivo que era voltar ao trabalho. Eu tive a bênção de receber as sessões de “quimio” às quintas-feiras, então eu trabalhava de segunda a quarta e retornava na sexta-feira, pois eu não sentia nada, nenhuma reação dos remédios. Somente no final de semana, já passadas as 24 horas de absorção do medicamento que eu ficava bastante debilitada, mas conseguia me recompor para retornar às atividades! Foram oito sessões, de 22 em 22 dias, e eu ainda faço o tratamento de reforço, até 2017.

 

“O meu trabalho foi um medicamento extra, foi ele que me deu força para continuar”
 

BDR – Você é uma mulher muito objetiva, você também acredita que isso foi fundamental para a sua cura?
Aldenora: Sim, eu queria resolver da forma mais prática. Eu perguntei ao médico que me operou quais as dificuldades que eu iria enfrentar, ele me respondeu que pelo meu jeito de ser e de levar a vida, as coisas seriam simples para mim, que eu iria tirar de letra o tratamento.
E assim foi.


BDR – Qual o maior medo que você sentiu nesse processo todo?
Aldenora: O primeiro, sem dúvida, era não voltar ao trabalho, eu sou movida a trabalho. E não tem como não ser, o medo de morrer, mas não pelo tratamento, pois esse dependia muito da minha força de vontade, mas a cirurgia era um momento tenso.
 

BDR – Como era sua relação com o corpo antes da cirurgia?
Aldenora: Ah, eu tinha uma admiração grande pelo meu corpo, principalmente, pela mama que eu perdi, por conta de ter amamentado pouquíssimo os meus filhos, ela tinha a anatomia preservada. Tinha e tenho, ainda, uma vaidade muito grande, procuro estar sempre me cuidando.
 

“O câncer, para todo mundo, tende a ser uma coisa de outro mundo, mas para mim foi apenas uma experiência”
 

BDR – E a questão do cabelo, como foi esse outro processo?
Aldenora: Foi um choque tão grande, uma dor imensa. Foi num domingo, ao tomar banho eu passei a mão no cabelo e veio aquela quantidade enorme de fios, logo me deparei com a família toda dentro do banheiro para me acudir. Acho que foi o momento que eu mais chorei durante a doença. Mas meu filho me acalmou, veio com uma tesoura e foi acertando o que podia, e eles me animaram naquele momento. Mas depois eu raspei e fiquei um bom tempo usando lenços, algumas vezes usei uma peruca só para algumas ocasiões.

 

BDR – Tem alguma lembrança desse período que você gostaria de compartilhar?
Aldenora: Não tiveram grandes histórias durante esse momento, mas me lembro de várias vezes estar na sala para receber o medicamento e me deparar com pessoas cabisbaixas, tristes, e eu sempre tomava a iniciativa de animar aquelas pessoas. Eu fazia reunião com as outras pessoas que chegavam, mostrava para elas que a nossa vontade é que nos curaria, até depois que terminei o tratamento, voltei algumas vezes ao hospital e pedi para conversar e dar meu depoimento, dizer que eu era a prova viva de que há cura!

 

 “Se você ficar com pena de você mesmo, você não vai a lugar algum”

 

BDR – Qual a sua mensagem para as mulheres que estão lendo o Blog DelRio?
Aldenora: O recado não pode ser diferente: a prevenção! Prevenir é melhor do que remediar, e ter muita fé em Deus que vamos ficar bem, basta se cuidar e acreditar.
E nunca se afastar do que te dá razão pra viver!

 

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Faça o autoexame, a prevenção é o primeiro passo para a cura.

 
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