Conheça as primeiras mulheres a se envolverem no futebol

Conheça as primeiras mulheres a se envolverem no futebol
Brasileiras e estrangeiras que marcaram história em um ambiente predominantemente masculino.Confira!
27/6/2018
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Em ano de Copa, na Rússia, o futebol feminino vem ganhando cada vez mais representatividade no mundo moderno. Contudo, nem sempre foi assim: até 1958, quando o mundo era apresentado a um menino de apenas 17 anos que, posteriormente, se tornaria o rei do esporte, as mulheres não tinham espaço no futebol – sendo até proibido.

A primeira iniciativa da modalidade feminina nos padrões das regras consolidadas até hoje, foi realizada por uma escola em Minas Gerais: Araguari, no Triângulo Mineiro. O Araguari Atlético Clube, composto apenas por homens, não concordou com uma partida beneficente entre homens x mulheres. Foi então que a diretora da instituição de ensino resolveu inovar – e mudar os conceitos.

A história

Para falar das pioneiras do futebol vamos retroceder a primeira partida feminina oficial relatada na história – e reconhecida oficialmente: as equipes do norte e sul de Londres, em Crouch End, mostraram que o esporte também era coisa de mulher. A data? 23 de março de 1885, no auge da luta por direitos das mulheres. 133 anos depois, a realidade mudou, mas muitas barreiras ainda são encontradas.

Anteriormente, em 1881, Inglaterra e Escócia protagonizaram o primeiro amistoso internacional feminino que, embora não reconhecido, também faz parte da história. O jogo da volta, em Glasgow, foi interrompido por homens que não aceitavam o fato que elas poderiam jogar bola – e que ainda se repete em inúmeros países.

Quebrando barreiras

O futebol vive nos campos de pelada, em bairros menos favorecidos, com meninos e meninas disputando uma bola de ‘capotão’ com traves enferrujadas pelo tempo. Basicamente essa descrição da modalidade esportiva praticada em todo o país foi como surgiu o futebol feminino no Brasil: na primeira década do século XX, as partidas mesclavam homens e mulheres nas comunidades pobres de Rio de Janeiro e São Paulo.

A primeira partida genuinamente de futebol feminino, conforme as pesquisas, teria surgido em 1913 – mas, o fato ficou marcado, anos depois, pela descoberta de que homens vestidos de mulheres participaram da partida. Assim, apenas em 1921, no duelo entre os bairros nortes de São Paulo, Tremembé e Cantareira, o futebol feminino foi apresentado ao país.

O Decreto-Lei 3199 foi um duro golpe na prática de mulheres no esporte mais popular do Brasil: o presidente Getúlio Vargas, em 1941, proibiu o que considerava ‘prática de esportes incompatíveis com a natureza feminina’, que foi extinto ‘apenas’ em 1979 – ou seja, 38 anos após a barreira ser criada. Contudo, o sucesso da escola mineira em 1958, fez com que, lentamente, o esporte se tornasse mais praticado e referência entre as mulheres.

As pioneiras

Conhecendo mais sobre a história do futebol, as primeiras mulheres a disputarem partidas – fora e dentro do país – remontamos as pioneiras não apenas no trato com a bola, mas no ambiente masculino que predominou, amplamente, até o começo do atual século. E, adivinhe de onde veio a primeira árbitra do mundo?

A mineira Léa Campos, formada em Educação Física com especialização em arbitragem pela Universidade de Brasília, foi a primeira árbitra da modalidade em 1967. O reconhecimento oficial veio em 1971: um torneio amistoso de futebol feminino realizado no México, pela FIFA, convidou a árbitra para apitar. Assim, entre 71 e 74, Léa Campos não apenas foi a primeira ‘dona do apito’ no esporte, como também foi federada à entidade máxima do futebol.

Fora das quatro linhas, há alguns casos de treinadoras pioneiras: apenas em 2014 que Corinne Diacre, aos 39 anos, conseguiu quebrar as barreiras, mais uma vez, e tornou-se a primeira mulher a treinar uma equipe de futebol masculino – o Clermont Foot, da segunda divisão da Liga francesa.

No Brasil, em 2018, Nilmara Alves chegou a essa condição: no Guaratinguetá, time com relevância no cenário estadual e que já disputou a Série B do Campeonato Brasileiro, a treinadora abriu portas no país. Quando o assunto é futebol feminino, Cláudia Malheiros detém a atuação mais antiga: treinou o Andirá, do Acre, em 2000.

E, concluindo o rol das pioneiras, a gaúcha Jurema Bagatini Ramos foi outra que deu relevância ao futebol feminino, tornando-se a primeira presidente de um clube (masculino, diga-se de passagem), em 1971: o Encantado. Patrícia Amorim, no Flamengo em 2009 e Marlene Matheus, no Corinthians em 1991 também se destacaram ao assumirem os dois clubes de maior torcida no país.

Um esporte de mulheres

Com toda essa trajetória, o futebol feminino – que ainda enfrenta preconceitos e barreiras – cresceu e tornou-se uma modalidade genuinamente de mulheres. Hoje, torneios e competições movimentam boas cifras, mas aquém do esporte masculino. Contudo, o futebol, paixão brasileira delas e deles, continua sendo o esporte mais popular do mundo. O tempo mostrará que, sim, é possível ter ligas, dirigentes, jogadoras, árbitras de relevância.

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